História de Realengo - Espaço criado para reunir a história oficial de Realengo e resgatar também a memória popular.
Organizado por Luiz Fortes (criador e administrador do blog Pró-Realengo)
Hoje eu estou aqui pra te apresentar um pedacinho do céu em
Realengo.
Será que temos em Realengo um paraíso celestial?
Aqui pertinho, Entre a COHAB e a Rua Piraquara, encontramos
em Realengo um trecho que pode ser chamado
"Pedacinho do
céu".
Sim, diversas ruas levam nome de Santos e santas além de
dois Padres e um frei.
Pedacinho do Céu - Reprodução google
São elas: Ruas Santo Ângelo, rua Nossa Senhora da Penha, Santo Inácio, São Marcos, rua Senhor do Bonfim, Santa Marta, Rua Santa Odília, Santa Rita de Cássia, rua
Frei Miguel, rua Monsenhor Mochon (O
nosso Padre Miguel) e também lá do outro lado da rua Piraquara tem a rua padre
Sabóia de Medeiros.
Tudo isso em uma área de aproximadamente 177.000m².
Certamente o Robin diria: Santa coincidência, Batman.
Com certeza deve ser um lugar abençoado, de muita paz.
Se você quer ir pro
céu, vem morar nessa região e fazer um estágio.
E aí, você conhecia esse pedacinho de Céu em Realengo?
O História de Realengo, vem resgatar a Memória
Afetiva dos frequentadores do GEER.
( Grêmio Esportivo Estudantil de Realengo )
Várias gerações passaram e interagiram entre si,
pais filhos e netos se misturavam enquanto suas portas estavam abertas,
inclusive alguns casais se conheceram lá dentro vindo a se casarem.
Os Mihessem
Começo com a Família
Mihessem, que desde de sua fundação, tem ligações profundas com o clube. Pois
o patriarca Mihessem Sleiman Mihessem foi
um comerciante respeitável em Realengo e
ajudou nos primeiros dias do clube tendo o seu titulo de sócio proprietário nº 1, herdado pelo seu
filho Ivan. Foi um ativo colaborador da diretoria e tinha o clube como seu
segundo lar.
Mihessem Pai, frequentou o Clube desde a sua fundação. e seus filhos o seguiram.
Leila Mihessem hoje uma senhora com uma
memória maravilhosa, nos brinda com inúmeras lembranças de sua trajetória com
uma riqueza de detalhes desde quando
ainda era criança nos anos 50 e seu pai um membro ativo na diretoria do clube. Leila
nos recebeu em sua casa, em meio a muitas fotos das quais ia comentando cada
uma e comentando casos, lembra também que o seu pai era tão fascinado pelo
clube que até deixava a família em segundo plano algumas vezes lamenta.
Unidos através do Clube
Seu irmão Ivan Mihessem (herdou do pai o titulo de Sócio proprietário nº 001)relata que também foi assíduo frequentador, tem saudades do
clube e ficou muito feliz em poder dividir suas memorias. Pois foi lá que conheceu Denise o amor da sua vida. Denise que já o paquerava, aceitou o pedido de namoro e vieram a se casar, seus
filhos também curtiram de alguma forma esse espaço multicultural.
(nas fotos acima (1) Ivan orgulhoso de suas carteiras e ao lado (2) o casamento duradouro).
Também recebemos relatos de Mauricio
Mihessem(na foto (1) acima com o neto Caio) atualmente morando em Brasília, mas fez questão de relatar que foi
o sócio número 23 e que jogou Vôlei, Basquete, Futsal. Ia praticamente todos os
dias, pois os bailes de domingo, os carnavais as festas juninas eram
imperdíveis. No show do Roberto Carlos, nosso pai era presidente do Conselho
Deliberativo, e uma prima nossa da Síria estava no Brasil e adorou o Show do
Rei.
Os Silva : Luiz Augusto o Gugu e Família
Os desfiles de Misses eram uma atração à parte como
relata outra “Leila” que desde os anos 50, frequentava o clube,
e o Gugu também, e rolou uma química, que rendeu uma família linda e ela relata momentos marcantes como sua eleição de Princesa da Primavera em 1966 e do dia que recebeu um LP (log play) Gafieira Universal autografado por
todos os membros da Banda Black Rio
em 1978 (guardado com carinho até hoje), numa das inúmeras apresentações deles
no Jazz promovido pelo Zé Russo e pelo Gugu
(seu marido) e pelo Beto ( Benevenuto) , também jogou Vôlei e participou de teatro e assistiu muitos
artistas, e lembra emocionada de ouvir MoonLigth Seranade com a Orquestra Tabajara de Severino Araújo. E nos
carnavais organizava e participava da ALA Mini-Turma.
Flávia Silva
Já sua filha Flavia curtiu os anos 70,80 e 90, primeiro nas aulas de Ballet e Jazz com a
profª. Dill
Costa, curtia patinação e a discotecas promovidas pelo seu pai (Gugu) e seus quinze anos no clube que
lembra com carinho. E os carnavais que desde criança frequentava ( foto ao lado) e ressalta que
os encontros de jazz eram maravilhosos.
E é dela uma sugestão que o blog abraça com carinho. Porque não instalar um SESC nolocal?
Os bailes aos domingos
Luiz Augusto da Silva “o Gugu”
é lembrado por muitos em nossa
pesquisa, como referência nos alegres bailes de domingos. Era exigente com a
qualidade do som, que antes de mais nada primava pela qualidade, antes
dos bailes, checava todas as caixas, para conferir o funcionamento e a
qualidade. Suas equipes, que tiveram vários nomes, Grupo Amém, Genesis Rock, Korpus 4. E a “Bem me Quer” (fixa no Varandão tocando só MPB )
As domingueiras: Sem dúvida alguma foram os bailes de domingo que
mais marcaram a memória dos frequentadores, a luz negra, o globo espelhado...as
luzes estroboscópios, painéis de Neon, painéis com cores cítricas. Tudo era muito
colorido. Era a época ainda que se dançava juntinho, era o momento de estar ao pé do ouvido, com o seu
ou sua paquera, de rostinho coladinho, beijos roubados... o paredão...ah o
paredão e os “piços”, claro tinha alguns NÃO! Quando perguntávamos quer dançar?
Ai restava como diria Tim Maia, segurar a criança.
Tive o Prazer de fazer parte desta época.
O Varandão – Equipe Bem me quer
Um projeto criado pelo Beto que percebeu que o público vinha aumentando o interesse pela MPB e criou este espaço aconchegante no clube e deixou o Helinho como responsável pelas carrapetas teve também outros.
Eu (Luiz Fortes) tive o prazer de fazer parte desta equipe, inicialmente era só um curtidor, já tinha passado da fase de dançar até suar no salão(rs). E quando a loja de discos que eu trabalhava, sofreu um incêndio e encerrou as atividades, o GUGU me chamou pra ser um dos discotecário do Varandão de 1981 até o início de 1984 (tive que sair pois fui trabalhar a noite e fins de semana) , tocando somente MPB. (ouça neste link uma playlistESPECIAL VARANDÃO das músicas que toquei nessa época).
O prefixo e sufixo era com a música “A noite vai ser boa” grupo Brylho. Muito bom.
Quando um artista da MPB vinha ao clube, na hora da apresentação desligávamos tudo e íamos ao ginásio assistir, e como era da equipe estive várias vezes junto aos artistas, lembro que a Paula Toller (bem nova) era do grupo Kid Abelha e os Abóboras Selvagens ela vinha subindo a escada do palco e se assustou com o grande publico e me perguntou eles não jogam ovos não? Repondi: Nuca aconteceu, o público aqui adora suas musicas.
Acho que não a convenci, pois subiu ainda meio tensa...kk
Minha amizade com Gugu e Leila, fizeram deles meus padrinhos de casamento
Gugu tinha um
faro apurado para música, fosse ela de qualquer gênero, trazia pros bailes seu
gosto pessoal e juntava com o que a massa gostava, misturava tudo em suas
carrapetas e com certeza agradava, pois os bailes estavam sempre cheios. Tive a
honra de sua amizade desde jovem ainda, e o tempo só solidificou, vindo a se
tornar com a Leila, um dos meus padrinhos de Casamento e se estendeu com toda a
família.
Ele foi mais um a me influenciar musicalmente,
apresentando diversos artistas com seus discos importados.
Posteriormente tive
a oportunidade de fazer numa rádio pirata em Realengo um programa chamado “Bau do Gugu”, levei ele na estreia do programa e apresentava todos os sábados as 10 da manha os sucessos que marcaram época dos bailes do Grêmio. E claro fiz vários
registros fotográficos dele.
Atividades
esportivas, culturais fossem elas musicais, cênicas ou de dança, tinham espaço
no GEER.
Benevenuto Rovere
Claro
tiveram diversas pessoas responsáveis em trazer os artistas, mas destacamos o
Beto.
Sr. Benevenuto Rovere
(o Beto) que esteve muitos anos à frente do departamento Social, (e foi sócio do Gugu nas Equipes de Som) puxou da memória uma
lista de artistas que se apresentaram no ginásio do clube.
( confesso que me surpreendi com vários nomes )
Atualmente ele é presidente do Museu de Bangu e desenvolve um trabalho primoroso de pesquisa da região.
As decorações, jogos de luzes, toda parte pirotécnica até a divulgação criação do marketing, era sua responsabilidade.
Ele foi o responsável pela estratégia de entrar com o Roberto Carlos, por uma casa atrás do Clube.
Detalhe, até agora não encontrei nenhuma outra pessoa que tenha cedido sua casa para camarim do Rei.
ATENÇÃO JÁ POSTAMOS
SOBRE OSHOW DO REI.
Veja a história completa neste link aqui mesmo neste blog:
Conjuntos Aeroporto, Cry Babies, Casanova ainda com Rosana, Os Famks (que viraram Roupa Nova), Lafayette e seu conjunto, Painel de Controle, Pholhas, Renato e Seus Blue Caps, Conjunto Superbacana, The Fevers. (ver video abaixo)
Além de várias Orquestras como Waldir
Calmon, Orquestra Tupy, Orquestra Tabajara de Severino Araújo.
Tivemos noites de serestas com
Carlos Alberto, O Rei do Bolero, Jamelão, Silvio Caldas.
E grandes artistas da MPB
fizeram no Grêmio apresentações marcantes:
ABSYNTHO, A BOLHA, ÂNGELA RÔ
RÔ, ALMIR GUINETO, AGEPÊ , BEBETO, BELCHIOR, BENITO DI PAULA, BIAFRA, BLITZ, BARÃO VERMELHO, BIQUINI CAVADÃO, CAZUZA, CAPITAL
INICIAL, CAMISA DE VÊNUS, COPA 7, ED MOTTA E CONEXÃO JAPERI, DOMINÓ, DR.
SILVANA E CIA., DHEMA , DICRÓ, ELSON DO
FORROGODE, EDUARDO DUSSEK, ENGENHEIROS DO
HAVAÍ, FAUSTO FAWCETT E SEUS ROBÔS EFÊMEROS, GANG 90 E SUAS ABSURDETES,
GUILHERME ARANTES, GERSON KING COMBO,
GILBERTO GIL,
GONZAGUINHA HERVA DOCE, HANÓI HANÓI, INIMIGOS DO REI, IRA, KID
ABELHA, JORGE BEN JOR, JORGE ARAGÃO, LECI BRANDÃO , LULU SANTOS, LÉO JAIME, LOBÃO, LUÍS CALDAS,
MARINA LIMA, MARISA MONTE, MADE IN BRAZIL, MARCELO, NEGUINHO
DA BEIJA FLOR, NENHUM DE NÓS, NOVOS BAIANOS, PLEBE RUDE, RÁDIO
TÁXI, RITCHIE, ROBERTO CARLOS, RITA LEE , ROSANA, SANDRA DE SÁ, TIM MAIA, TONI TORNADO, ULTRAJE A RIGOR, TÓKIO, O TERÇO E
YAHOO, ZECA PAGODINHO, ZIZI POSSI
Jorge Ben Jor e Neguinho da Beija Flor em dias diferentes.
Teve Shows do CASINO DO CHACRINHA, DE CARLOS IMPERIAL E
SUAS LEBRES....
E as tradicionais
Festas Juninas com o Concurso de Quadrilhas, Festivais de musica.
OS BAILES BLACK e a ONDA ROCK MARCARAM UMA GERAÇÃO
Equipes de
som:Genesis Rock, Grupo AMEM, Korpus´4, Furacão 2000, Uma Mente Numa Boa,
Revolução da Mente, Rick, Black Power, Petru´s, Dynamic Som, Pop Rio
Discoteque, Soul Grand Prix, Cash Box, A Cova, entre outras.
Os discjockey (DJs). Ademir Lemos,
Cidinho Cambalhota e Big Boy traziam muitas novidades para as pistas. No final da década de 80 a onda disco invadiu as pistas.
Jair Pereira
Os bailes Blacks
eram ótimos, as roupas, os sapatos de várias camadas, cada visual com estilos
próprios, ousados, não era um padrão, eles criavam com diversas tendências. Mas
com muita coerência, lembro que os macacões tipo de frentista de posto de
gasolina, geralmente brancos, eram usado por alguns, ou jardineiras jeans, eram
muito comum. como lembra Jair Pereira que também conheceu sua esposa nos bailes.
O período Rock o que predominava eram as calças “Cocotas” de cós baixo.
Calças Jeans, US Top, Levis e das jaquetas de franja, das camisas coloridas
tipo Havaiana, calças com bocas de sino e muito coloridas, sem esquecer
a calça do exército tingida de preto.
O período da Discoteque
vieram as blusas com ombreiras, os
cabelos com laque, meias soquete, e roupas com muito brilho.
O Grêmio sempre foi Esportivo.
Já tinhamos em mãos registros fotográficos, cedidas por Orlando Charuto (em memoria) desde 1958, times de Voley e
Basquete, tinha equipes de Handball, Futsall, (obs: Na primeira diretoria já
constava departamentos Esportivo de Futebol, Voleibol, e Basquete.
Vários times, em quadra adversários, mas fora amigos.
Iceri Ferreira da Silva no Clube
Iceri Ferreira da Silva no Clube
O Sr. Iceri Ferreira da Silva, Que atuou como membro do departamento Esportivo relembra que em 1997, o time de futebol de Salão do Grêmio, foi campeão da Copa dos Bairros promovida pelo Jornal de bairros de O GLOBO. e cedeu algumas fotos.
anos depois, em uma confraternização, amigos se reuniram. (eu estou atrás das lentes)
Ah!
os carnavais...
Os carnavais, foram citados por muitos pesquisados,
lembranças vivas em suas mentes, falam carinhosamente dos bailes carnavalescos
e pré-carnavalescos.
foto de autor desconhecido
O Azul e Branco, o Baile do Shortinho, o das Torcidas....
As inúmeras ALAS que se organizavam de forma independente e surgiam com inúmeros
componentes vestidos iguais e com uma contagiante animação.
Ala Alegria-Alegria, Ala Bem Bolado, Ala AMEM (Alô Mocidade,
Estamos em Movimento- nome criado pelo jovem Jeferson). Existiram outras alas, estas foram algumas lembradas.
foto arquivo pessoal de José Carlos Dabdab
Essas alas combinadas davam um colorido especial ao se
ver tantos jovens congregando a mesma alegria, e isso já vinha de outras
décadas, como essa dos anos 60 cedida pelo amigo José Dabdab, diretamente do baú da família.
Daniela Marcondes ainda criança na folia
De todo canto do bairro surgiam grupos fantasiados iguais, que emanavam alegria da juventude.
ALA BEM BOLADO
Thiers & Nelma Cardoso, um dos muitos casais unidos pelo Grêmio.
Eu lembro que num Carnaval a banda contratada, queria algo
mais que havia assinado no contrato. E a direção chamou eu e o Helio, para
conversar. Perguntando se nós nos garantiríamos em manter o público animado.
Fizemos igualzinho fazíamos no varandão, exceto musicas lentas, só pancadas,
marchinhas de carnaval, sambas enredo, sambas, rock, musica pop, mas tudo
brasileira, misturamos tudo e deu super certo. Esquematizamos que duas bolsas
cheias de discos de vinil, seriam minhas e duas dele, o que ele tocasse no Varandão,
ele traria pro Salão e vice e versa, trocamos de posição umas duas vezes. Foi
magico. ( Luiz Fortes)
A Família Freitas tem grande participação de seus
membros.
Derinho como Ney Matogrosso e Arnaldo
O
primeiro diretor de Voleibol, Sr,
Antônio José de Freitas , criador da logomarca do Grêmio, vem a ser irmão de
Ataliba Freitas pai do Arnaldo Freitas o Arno
da Academia, uma pessoa que tem sua vida muito ligada ao clube, foi sócio,
frequentou nas decads de 70,80 e 90, fez parte de vários times de futsal, Adorava
fazer os concursos da academia Arnô lá, onde elegia a menina mais bonita e dava
muitos prêmios, os shows performáticos do Derrinho, como Rita Lee, Ney Matogrosso,e a ressurreição de John Lenon etc. E curti muito o varandão e os carnavais,
também foi lá que conheci a mãe dos meus filhos e formamos uma família linda.
Arnaldo Freitas /Arnô
Arnaldo diz ter muitas saudades dessa época, infelizmente acabaram com o clube e hoje
precisamos criar uma parceria público-privada para investimento e reabertura do
clube.
Muita gente tem essa intenção mas na hora que tem que arregaçar as
Mangas e trabalhar correm da responsabilidade, sempre estive a favor de reabrir
a clube, porém não é fácil em função de sérios problemas que o clube tem para
resolver.
Estarei sempre a vontade como voluntario para ajudar a mudar esse
quadro, porém preciso de apoio
Arnaldo Freitas /Arnô daa Academia
Jazz ao vivo
nas segundas feiras
Ronaldo Silva - filho do Robertinho
Luiz Carlos Batera, Sidão no Baixo
e Hellen Andrews
O
Grêmio anos antes, teve um projeto parecido com esse, e o José Russo propôs ao
Benevenuto, reviver. No fim dos anos 70, Zé tinha muitos amigos músicos que nas
segundas não tinham trabalho, e queriam um espaço para curtir um som com mais
liberdade e rever os amigos, Gugu que primava pela qualidade sonora, preparava
tudo e o público saia extasiado com tantos músicos bons e não se cobrava
ingresso, passava-se o chapéu e tudo certo. Tocavam por prazer.
Passaram por lá: Robertinho Silva, Délia Fischer, Carlos Dafé,
Banda Black Rio, Jamil Joanes, os jovens
Sidão Santos e Mario Grigorriwisk a americana Hellen Andrews. na foto.
Os encontros de JAZZ com a Banda Black Rio, Robertinho Silva e muitos outros, que
aconteciam às segundas-feiras sob o comando do saudoso, Zé Russo, com o apoio
de Gugu e Benevenuto (Beto).
Os músicos não cobravam cache, viam
curtir, encontrar amigos e surgiram novos
talentos,
Como Mario Grigorowisk (Saxofonoista da
banda Celebrare desde .1994 e o Sidão Santos baixista do Seu Jorge, desde do ano 2000. Que compôs
a musica Gremio de Realengo, ve já o vídeo.
Paulo Cesar Costafoi um dos aprecisadores destes encontros, e inspirou-se em anos depois, criar o Armazém do Jazz, coletivo cultural voltado a incentivar a musica instrumental.
No Canal do YouTube do Armazém do Jazz, encontramos registros preciosos feitos no Varandão do Grêmio nas: Segunda instrumental
E o Clube ganhou uma composição em sua homenagem feita por SIDÃO SANTOS, que quando mais novo fez inúmeras apresentações lá.
outra versão da mesma, mas só para ver no youtube.:
Em nossa Pesquisa também lembraram dos Shows organizados
pelo TUQUINHA, com inúmeros artistas Gays, fazendo performances de altíssimo nível.
Festivais de música e de poesia tinham espaço no
ginásio o mesmo do Futebol de Salão, do Handball, do voley, do Basquete, do
Judô, das aulas de dança Jazz e Contemporanea, com a Professora Dill Costa. lembrada por muitos .
Aqui alguns dos depoimentos colhidos com vários ex-frequentadores:
Agradecemos com muito o
carinho de todos que enviaram suas respostas, com as quais foi fundamental para
a conclusão desta matéria. Muitas pessoas devem ter inúmeras historias, seria
impossível colocar todas aqui.
Festival de Música no Grêmio em 1975.
E a música imitando os grandes festivais da televisão, também teve espaço no clube.
Nosso amigo Elias Lins, nos brinda com uma musica que apresentou de sua autoria, com letra e o registro fonográfico feito ao vivo na sua apresentação em 1975.
Elias Lins
Festival de música 1975.
foto de Wagner Chagas que foi Jurado.
A luz
A LUZ (Autor: Elias Lins)
Interpretes: Elias Lins & Antônio Rosa
Acompanhamento: Banda “SOM 7”
No peito há maldade
Na trilha, no chão
Há trevas, confronto
Procuro a razão
Destino nos passos
Eu tenho nos traços
O mundo, a visão.
Chegando ao final do ciclo vital
Estou sentindo
Chegando ao final do ciclo vital
Estou caindo
Chegando ao final do ciclo vital
Estou morrendo
Chegando ao final do ciclo vital
A LUZ – A LUZ
A mística, a verdade
Me cura a ferida
Em contradição
As trevas da vida
No peito há bondade
Vencendo a maldade
O mundo, a visão.
Cruzando o final do ciclo vital
Estou sentindo
Cruzando o final do ciclo vital
Estou me erguendo
Cruzando o final do ciclo vital
Estou nascendo
Cruzando o final do ciclo vital
(ouça aqui)
Amizades, nasceram, romances se iniciaram e muita
saudade ficou, mas ficou a certeza de terem curtido uma adolescência incrível.
E o futuro do Grêmio? alguns perguntaram o Clube
vai voltar?
Não sei, acho difícil, pois outros iguais em vários
bairros diferentes também não resistiram, hoje temos mais opções de lazer,
mobilidade facilitada, também tem a violência que de certa forma nos deixa
atrás das grades na própria casa.
Mas eu defendo uma sugestão enviada por nossa amiga
e seguidora Flávia Silva (filha do
Gugu e Leila) de que ali se transforme em um SESC, ou SESImas com as portas abertas para a população. Ideia
sensacional!
Espero que os nossos representantes políticos
se mobilizem em pôr em prática ou isso ou algo produtivo, o que não pode é uma
estrutura ótima como aquela ficar abandonada bem no centro do bairro. Que tal um debate com a população sobre o assunto?
Por Luiz Fortes
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Uma previa ao documentário ainda
em produção, para ser lançado na segunda quinzena de março de 2026.
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Esta pesquisa só foi possível,
com a colaboração de muitos personagens, que se dispuseram a ceder depoimentos
e fotos, documentos, etc. A memória local somente desta forma pode ser
preservada.
Em ordem alfabética:
Adelia Sophia Olivia – Afonso Celso de Paula – Alberto Carlos – Alvimar Hernandez Andreia
Bastinhos - Arnaldo Gomes Freitas - Benevenuto Rovere - Carla Simone Lucas -
Catia Cilene - Cezar Augusto - Claudia Castellano - Claudia Cristina - Daniela
Marcondes - Denise Mihessem - Denise
Bruna Espinosa - Dylson Pontes - Elaine Vital
Reis - Elizabeth Carlos - Elizete Villanova - Elias Lins - Flávia de Souza e
Silva - Flavia Madeira de Araujo - Gisele Gottqtroy -
Haydee Miranda - - Heleno Getulio – Iceri
Ferreira da Silva - Isaac da Silva - Ivan Mihesem - Jades Léo -
Jorge Torres - José Armando Vargas Silveira - José Carlos Dabdab – Leila Mihessem
- Leila dos Santos Souza da Silva – Jovino Santos Neto - Leila Mihessem – Lucia
Monteiro - Lucia Pinudo Ferreira - Luiz
AlbertoLopes - Luiz Albino dos Santos - Luiz Antonio Villela Teixeira - Luiz
Carlos Bastos Fortes - Luiz Cesar Monteiro de Araújo - Manoel Gomes- Marcelo
Ferreira Vaz - Marcia ReginaGottqtroy -
Marcia Simões - Marcia Viana - Marcos de Moraes - Maria da Graça
Souto Moreira - Maria do Carmo de
Figueiredo Verissimo -
Mario AntonioGomes Maia – Mauricio
Mihessem - Maximiano Ribeiro da Cruz - Messias de Souza Pinto - Miguel
Lyra Quitete - Monica França - Paulo
Mauricio - Paulo Moraes de Lima - Raulino Machado - Robson de Oliveira - Rodrigo Tavares -Rosana Alves
– Rose Camacho - Sergio Lopes da Costa - Solane de souza Silva
- Sonia Dalmoneki - Sonia Maria
da Silva - Sulamita Souza Vaz - Valeria Borges Saraiça - Vania Silva - Wagner Chagas -
Wagner F.
Cordeiro - Wagner Passos - Wanderlea de Almeida - Wladimir Lima Soares
ESTA POSTAGEM TEVE O OFERECIMENTO CULTURAL DE AÇOUGUE AMA.
RUA DO IMPERADOR 450 LOJA D - REALENGO
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pix.: pro.realengo@gmail.com
ou encomende sua camiseta por R$ 35,00 - obs: se for de fora do bairro, haverá acréscimo do frete
Encontramos este vídeo de 1940 da Escola Militar do Realengo.
De como se dava os preparativos para serem aceitos na Academia dos Cadetes.
Um pedacinho da história de Realengo e do Exército. Algumas das edificações exibidas no vídeo já não mais existem. Outras ainda estão por lá do mesmo jeito.
Um novo livro aborda a origem de Realengo. Fazenda Piraquara
Bem antes
do quartel, antes da linha férrea, antes da chegada do Padre Miguel, antes
mesmo da “Fundação de Realengo”, uma grande fazenda foi gradativamente loteada
e parte dela é comprada por Manoel Fernandes Barata.
Ainda no período colonial, se dá
as pesquisas do Professor Vinicius
Miranda Cardoso, Doutor em História Social que vem nos presentear com este
tesouro que todo os colégios da região deveriam ter em suas bibliotecas, para
que as novas gerações conheçam os primórdios de Realengo.
Num trecho do prefácio, o também
pesquisador e escritor PauloVitor Braga da Silvaescreve: “O objeto da presente obra aborda uma
pequena, mas preciosa fatia de sua vasta pesquisa sobre o Brasil colonial na
relegada Zona Oeste do Rio de Janeiro”.
Ouvimos
o autor prof. Vinicius a respeito de detalhes de sua obra.
O
vídeo desta entrevista se encontra no nosso canal do YouTube. @ProRealengo
Pró-Realengo: Porque escolheu Realengo para ser tema do livro?
Autor: Principalmente por conta que os meus alunos de Realengo,
conhecerem a Cachoeira do Barata e era um tema que despertava o interesse deles
em sala de aula;
Pró-Realengo: Houve dificuldade de encontrar estes documentos em
suas pesquisas?
Autor: Sim, mas a tecnologia tem ajudado muito, pois muitas
instituições estão digitalizando seus arquivos e facilitando em muito o
trabalho dos pesquisadores.
Pró-Realengo: Qual o período de tempo que o livro abrange:
Colonial, Imperial ou de transição para o moderno Realengo?
Autor: O período Colonial é o que este volume retrata
principalmente a parte social.
Pró-Realengo: Sendo um jovem escritor, qual foi o maior desafio ao
transformar uma pesquisa histórica tão densa em uma narrativa acessível e
interessante?
Autor: O
principal desafio é tornar a leitura de fácil acesso a todos.
COMO COMPRAR O LIVRO?
A venda será feita diretamente
pelo autor, tendo o Blog Pro-Realengo como colaborador na divulgação e entregas
dentro do bairro de Realengo.
Os interessados preencham os dados deste
formulário abaixo.