sábado, 20 de dezembro de 2025

Grêmio de Realengo Memórias Afetivas


MEMÓRIAS AFETIVAS DO GRÊMIO.





O História de Realengo, vem resgatar a Memória Afetiva dos frequentadores do GEER.

 ( Grêmio Esportivo Estudantil de Realengo )




Várias gerações passaram e interagiram entre si, pais filhos e netos se misturavam enquanto suas portas estavam abertas, inclusive alguns casais se conheceram lá dentro vindo a se casarem.


                                                    Os Mihessem 

Começo com a Família Mihessem, que desde de sua fundação, tem ligações profundas com o clube. Pois o patriarca Mihessem Sleiman Mihessem foi um comerciante respeitável em  Realengo e ajudou nos primeiros dias do clube tendo o seu titulo  de sócio proprietário nº 1, herdado pelo seu filho Ivan. Foi um ativo colaborador da diretoria e tinha o clube como seu segundo lar.

Mihessem Pai, frequentou o Clube desde a sua fundação. e seus filhos o seguiram. 

Leila Mihessem hoje uma senhora com uma memória maravilhosa, nos brinda com inúmeras lembranças de sua trajetória com uma  riqueza de detalhes desde quando ainda era criança nos anos 50 e seu pai um membro ativo na diretoria do clube. Leila nos recebeu em sua casa, em meio a muitas fotos das quais ia comentando cada uma e comentando casos, lembra também que o seu pai era tão fascinado pelo clube que até deixava a família em segundo plano algumas vezes lamenta.  


Unidos através do Clube 
 Seu irmão Ivan Mihessem (herdou do pai o titulo de Sócio proprietário nº 001) relata que também foi assíduo   frequentador, tem saudades do clube e ficou muito   feliz em  poder dividir suas memorias. Pois foi lá   que  conheceu Denise o  amor da sua vida. Denise   que já o paquerava, aceitou o  pedido de namoro e   vieram a se casar, seus filhos também  curtiram de   alguma forma esse espaço multicultural. 

(nas fotos  acima (1) Ivan orgulhoso de suas carteiras e ao lado (2) o casamento duradouro).

Também recebemos relatos de Mauricio Mihessem (na foto (1) acima com o neto Caio) atualmente morando em Brasília, mas fez questão de relatar que foi o sócio número 23 e que jogou Vôlei, Basquete, Futsal. Ia praticamente todos os dias, pois os bailes de domingo, os carnavais as festas juninas eram imperdíveis. No show do Roberto Carlos, nosso pai era presidente do Conselho Deliberativo, e uma prima nossa da Síria estava no Brasil e adorou o Show do Rei.


Os Silva : Luiz Augusto o Gugu e Família


Os desfiles de Misses eram uma atração à parte como relata outra  “Leila”  que desde os anos 50, frequentava o clube, e o Gugu também,  e rolou uma química, que rendeu uma família linda e ela relata  momentos marcantes como sua eleição de Princesa da Primavera em  1966  e do dia que recebeu um LP (log play)   Gafieira Universal autografado por todos os         membros da Banda Black Rio em 1978  (guardado   com carinho até hoje), numa das  inúmeras   apresentações deles no Jazz promovido pelo Zé   Russo e pelo Gugu (seu marido) e pelo Beto (   Benevenuto) , também jogou Vôlei e participou de teatro e assistiu muitos artistas,   e lembra emocionada de ouvir MoonLigth Seranade com a  Orquestra Tabajara de   Severino Araújo. E nos carnavais organizava e participava da ALA  Mini-Turma.


        
Flávia Silva
    Já sua filha Flavia curtiu os anos 70,80 e 90, primeiro nas aulas de Ballet     e Jazz com a 
 profª. Dill Costa, curtia patinação e a discotecas promovidas  pelo seu pai (Gugu) e seus quinze anos no clube que lembra com carinho. E os carnavais que desde criança frequentava ( foto ao lado) e ressalta que os     encontros de jazz eram maravilhosos.

E é dela uma sugestão que o blog abraça com carinho. Porque não instalar um SESC no local?


  

           Os bailes aos domingos

Luiz Augusto da Silva “o Gugu
é lembrado por muitos em nossa pesquisa, como referência nos alegres bailes de domingos. Era exigente com a qualidade do som, que antes de mais nada primava pela qualidade, antes dos bailes, checava todas as caixas, para conferir o funcionamento e a qualidade. Suas equipes, que tiveram vários nomes, Grupo Amém, Genesis Rock, Korpus  4. E a “Bem me Quer” (fixa no Varandão tocando só MPB ) 

As domingueiras: Sem dúvida alguma foram os bailes de domingo que mais marcaram a memória dos frequentadores, a luz negra, o globo espelhado...as luzes estroboscópios, painéis de Neon, painéis com cores cítricas. Tudo era muito colorido. Era a época ainda que se dançava juntinho, era o momento de estar ao pé do ouvido, com o seu ou sua paquera, de rostinho coladinho, beijos roubados... o paredão...ah o paredão e os “piços”, claro tinha alguns NÃO! Quando perguntávamos quer dançar? Ai restava como diria Tim Maia, segurar a criança.


Tive o Prazer de fazer parte desta época.

    O Varandão – Equipe Bem me quer

Um projeto criado pelo Beto que percebeu que o público vinha aumentando o interesse pela MPB e criou este espaço aconchegante no clube e deixou o Helinho como responsável pelas carrapetas teve também outros.

Eu (Luiz Fortes) tive o prazer de fazer parte desta equipe, inicialmente era só um curtidor, já tinha passado da fase de dançar até suar no salão(rs). E quando a loja de discos que eu trabalhava, sofreu um incêndio e encerrou as atividades, o GUGU me chamou pra ser um dos discotecário do  Varandão de 1981 até o início de  1984 (tive que sair pois fui trabalhar a noite e fins de semana) , tocando somente MPB. (ouça neste link uma playlist  ESPECIAL VARANDÃO das músicas que toquei nessa época).

O prefixo e sufixo era com a música “A noite vai ser boa” grupo Brylho. Muito bom.

Quando um artista da MPB vinha ao clube, na hora da apresentação desligávamos tudo e íamos ao ginásio assistir, e como era da equipe  estive várias vezes junto aos artistas, lembro que a Paula Toller (bem nova) era do grupo  Kid Abelha e os Abóboras Selvagens ela vinha subindo a escada do palco e se assustou com o grande publico e me perguntou eles não jogam ovos não? Repondi: Nuca aconteceu, o público aqui adora suas musicas.

Acho que não a convenci, pois subiu ainda meio tensa...kk


Minha amizade com Gugu e Leila, fizeram deles meus padrinhos de casamento 

Gugu tinha um faro apurado para música, fosse ela de qualquer gênero, trazia pros bailes seu gosto pessoal e juntava com o que a massa gostava, misturava tudo em suas carrapetas e com certeza agradava, pois os bailes estavam sempre cheios. Tive a honra de sua amizade desde jovem ainda, e o tempo só solidificou, vindo a se tornar com a Leila, um dos meus padrinhos de Casamento e se estendeu com toda a família. 

Ele foi mais um a me influenciar musicalmente, apresentando diversos artistas com seus discos importados.


 Posteriormente tive a oportunidade de fazer numa rádio pirata em Realengo um programa chamado “Bau do Gugu”, levei ele na estreia do programa e apresentava todos os sábados as 10 da manha os sucessos que marcaram época dos bailes do Grêmio. E claro fiz vários registros fotográficos dele. 

 Atividades esportivas, culturais fossem elas musicais, cênicas ou de dança, tinham espaço no GEER.

Benevenuto Rovere

Claro tiveram diversas pessoas responsáveis em trazer os artistas, mas destacamos o Beto.


 Sr. Benevenuto Rovere (o Beto) que esteve muitos anos à frente do   departamento Social, (e foi sócio do Gugu nas Equipes de Som) puxou da   memória uma lista de artistas que se apresentaram no ginásio do clube.

  ( confesso que me surpreendi com vários nomes )

     Atualmente ele é presidente do Museu de Bangu e desenvolve um trabalho   primoroso de pesquisa da região.

 As decorações, jogos de luzes, toda parte pirotécnica até a divulgação  criação do  marketing, era sua responsabilidade. 

 

Ele foi o responsável pela estratégia de entrar com o Roberto Carlos, por uma casa atrás do Clube.

 

Detalhe, até agora não encontrei nenhuma outra pessoa que tenha cedido sua casa para camarim do Rei.


ATENÇÃO JÁ POSTAMOS

SOBRE OSHOW DO REI.

Veja a história completa neste link aqui  mesmo neste blog: 

https://historia-de-realengo.blogspot.com/2011/11/o-rei-roberto-carlos-em-terras.html 



Vários conjuntos se apresentaram no clube:


 Conjuntos Aeroporto, Cry Babies, Casanova ainda com Rosana, Os Famks (que   viraram Roupa Nova), Lafayette e seu conjunto, Painel de Controle, Pholhas,   Renato  e Seus Blue Caps,  Conjunto Superbacana,  The Fevers.  (ver video abaixo)




Além de várias Orquestras como Waldir Calmon, Orquestra Tupy, Orquestra Tabajara de Severino Araújo.

Tivemos noites de serestas com Carlos Alberto, O Rei do Bolero, Jamelão, Silvio Caldas.

E grandes artistas da MPB fizeram no Grêmio apresentações marcantes: 

ABSYNTHO, A BOLHA, ÂNGELA RÔ RÔ, ALMIR GUINETO, AGEPÊ , BEBETO, BELCHIOR, BENITO DI PAULA, BIAFRA,  BLITZ, BARÃO VERMELHO, BIQUINI CAVADÃO, CAZUZA,  CAPITAL INICIAL, CAMISA DE VÊNUS, COPA 7,  ED MOTTA E CONEXÃO JAPERI, DOMINÓ, DR. SILVANA E CIA., DHEMA , DICRÓ, ELSON DO FORROGODE, EDUARDO DUSSEK, ENGENHEIROS DO HAVAÍ, FAUSTO FAWCETT E SEUS ROBÔS EFÊMEROS, GANG 90 E SUAS ABSURDETES, GUILHERME ARANTES, GERSON KING COMBO, GILBERTO GIL,

GONZAGUINHA HERVA DOCE, HANÓI HANÓI, INIMIGOS DO REI, IRA, KID ABELHA, JORGE BEN JOR, JORGE ARAGÃO, LECI BRANDÃO , LULU SANTOS, LÉO JAIME, LOBÃO, LUÍS CALDAS, MARINA LIMA, MARISA MONTE, MADE IN BRAZIL, MARCELO, NEGUINHO DA BEIJA FLOR, NENHUM DE NÓS, NOVOS BAIANOS, PLEBE RUDE, RÁDIO TÁXI, RITCHIE, ROBERTO CARLOS, RITA LEE , ROSANA, SANDRA DE SÁ, TIM MAIA, TONI TORNADO, ULTRAJE A RIGOR, TÓKIO, O TERÇO E  YAHOO, ZECA PAGODINHO, ZIZI POSSI
Jorge Ben Jor e Neguinho da Beija Flor em dias diferentes.


Teve Shows do CASINO DO CHACRINHA, DE CARLOS IMPERIAL E SUAS LEBRES....

              E as tradicionais Festas Juninas com o Concurso de Quadrilhas, Festivais de musica.

                       OS BAILES BLACK e a ONDA ROCK MARCARAM UMA GERAÇÃO


Equipes de som: Genesis Rock, Grupo AMEM, Korpus´4, Furacão 2000, Uma Mente Numa Boa, Revolução da Mente, Rick, Black Power, Petru´s, Dynamic Som, Pop Rio Discoteque, Soul Grand Prix, Cash Box, A Cova, entre outras.          

Os discjockey (DJs). Ademir Lemos, Cidinho Cambalhota e Big Boy traziam muitas novidades para as pistas.  No final da década de 80 a onda disco invadiu as pistas.


Jair Pereira

 Os bailes Blacks eram ótimos, as roupas, os sapatos de várias camadas, cada visual com estilos próprios, ousados, não era um padrão, eles criavam com diversas tendências. Mas com muita coerência, lembro que os macacões tipo de frentista de posto de gasolina, geralmente brancos, eram usado por alguns, ou jardineiras jeans, eram muito comum. como lembra Jair Pereira que também conheceu sua esposa nos bailes. 

    



O período Rock o que predominava eram as calças “Cocotas” de cós baixo. Calças Jeans, US Top, Levis e das jaquetas de franja, das camisas coloridas tipo Havaiana, calças com bocas de sino e muito coloridas, sem esquecer a calça do exército tingida de preto.

    O período da Discoteque  vieram as blusas com ombreiras, os cabelos com laque, meias soquete, e roupas com muito brilho.


O Grêmio sempre foi Esportivo.

 tinhamos em mãos  registros fotográficos, cedidas por Orlando Charuto (em memoria) desde 1958, times de Voley e Basquete, tinha equipes de Handball, Futsall, (obs: Na primeira diretoria já constava departamentos Esportivo de Futebol, Voleibol, e Basquete. 
Vários times, em quadra adversários, mas fora amigos.





 
Iceri Ferreira da Silva no Clube
 
Iceri Ferreira da Silva no Clube 
O Sr. Iceri Ferreira da Silva, Que atuou como membro do departamento Esportivo relembra que em 1997, o time de futebol de Salão do Grêmio, foi campeão da  Copa dos Bairros  promovida pelo Jornal de bairros de O GLOBO. e cedeu algumas fotos.


anos depois, em uma confraternização, 
amigos se reuniram. (eu estou atrás das lentes)



Ah! os carnavais...  

    Os carnavais, foram citados por muitos pesquisados, lembranças vivas em suas mentes, falam carinhosamente dos bailes carnavalescos e pré-carnavalescos.

foto de autor desconhecido

O Azul e Branco, o Baile do Shortinho, o das Torcidas.... As inúmeras ALAS que se organizavam de forma independente e surgiam com inúmeros componentes vestidos iguais e com uma contagiante animação.

 Ala Alegria-Alegria, Ala Bem Bolado, Ala AMEM (Alô Mocidade, Estamos em Movimento - nome criado pelo jovem Jeferson). Existiram outras alas, estas foram algumas lembradas.


foto arquivo pessoal de José Carlos Dabdab






Essas alas combinadas  davam um colorido especial ao se ver tantos jovens congregando a mesma alegria, e isso já vinha de outras décadas, como essa dos anos 60 cedida pelo amigo José Dabdab, diretamente do baú da família.



Daniela Marcondes ainda criança na folia 


De todo canto do bairro surgiam grupos fantasiados iguais, que emanavam alegria da juventude.

ALA BEM BOLADO

Thiers & Nelma Cardoso, um dos muitos casais unidos pelo Grêmio.

Eu lembro que num Carnaval a banda contratada, queria algo mais que havia assinado no contrato. E a direção chamou eu e o Helio, para conversar. Perguntando se nós nos garantiríamos em manter o público animado. Fizemos igualzinho fazíamos no varandão, exceto musicas lentas, só pancadas, marchinhas de carnaval, sambas enredo, sambas, rock, musica pop, mas tudo brasileira, misturamos tudo e deu super certo. Esquematizamos que duas bolsas cheias de discos de vinil, seriam minhas e duas dele, o que ele tocasse no Varandão, ele traria pro Salão e vice e versa, trocamos de posição umas duas vezes. Foi magico. ( Luiz Fortes)


A Família Freitas tem grande participação de seus membros.

                                                                                                                                                                               
Derinho como Ney Matogrosso e Arnaldo
O primeiro diretor de Voleibol, Sr, Antônio José de Freitas , criador da logomarca do Grêmio, vem a ser irmão de Ataliba Freitas pai do Arnaldo Freitas o Arno da Academia, uma pessoa que tem sua vida muito ligada ao clube, foi sócio, frequentou nas decads de 70,80 e 90, fez parte de vários times de futsal, Adorava fazer os concursos da academia Arnô lá, onde elegia a menina mais bonita e dava muitos prêmios, os shows performáticos do Derrinho, como Rita Lee, Ney Matogrosso,e a ressurreição de John Lenon etc. E curti muito o varandão e os carnavais, também foi lá que conheci a mãe dos meus filhos e formamos uma família linda.



Arnaldo Freitas /Arnô
Arnaldo diz ter muitas saudades dessa época, infelizmente acabaram com o clube e hoje precisamos criar uma parceria público-privada para investimento e reabertura do clube. 


Muita gente tem essa intenção mas na hora que tem que arregaçar as Mangas e trabalhar correm da responsabilidade, sempre estive a favor de reabrir a clube, porém não é fácil em função de sérios problemas que o clube tem para resolver.

Estarei sempre a vontade como voluntario para ajudar a mudar esse quadro, porém preciso de apoio

Arnaldo Freitas /Arnô daa Academia


       




  Jazz ao vivo nas segundas feiras

Ronaldo Silva - filho do Robertinho

Luiz Carlos Batera, Sidão no Baixo
 e Hellen Andrews

    O Grêmio anos antes, teve um projeto parecido com esse, e o José Russo propôs ao Benevenuto, reviver. No fim dos anos 70, Zé tinha muitos amigos músicos que nas segundas não tinham trabalho, e queriam um espaço para curtir um som com mais liberdade e rever os amigos, Gugu que primava pela qualidade sonora, preparava tudo e o público saia extasiado com tantos músicos bons e não se cobrava ingresso, passava-se o chapéu e tudo certo. Tocavam por prazer.





Passaram por lá: Robertinho Silva, Délia Fischer, Carlos Dafé, Banda Black Rio, Jamil Joanes, os  jovens Sidão Santos e Mario Grigorriwisk a americana Hellen Andrews. na foto.

Os encontros de JAZZ com a Banda Black Rio, Robertinho Silva e muitos outros, que aconteciam às segundas-feiras sob o comando do saudoso, Zé Russo, com o apoio de Gugu e Benevenuto (Beto).     

Os músicos não cobravam cache, viam curtir,  encontrar amigos e surgiram novos talentos,

Como Mario Grigorowisk (Saxofonoista da banda Celebrare desde .1994 e o Sidão Santos  baixista do Seu Jorge, desde do ano 2000. Que compôs a musica Gremio de Realengo, ve  já o vídeo.


Paulo Cesar Costa foi um dos aprecisadores destes encontros, e inspirou-se em anos depois, criar o Armazém do Jazz, coletivo cultural voltado a incentivar a musica instrumental.

No Canal do YouTube do Armazém do Jazz, encontramos registros preciosos feitos no Varandão do Grêmio nas:  Segunda instrumental




E o Clube ganhou uma composição em sua homenagem feita por SIDÃO SANTOS, que quando mais novo fez inúmeras apresentações lá.


outra versão da mesma, mas só para ver no youtube.:
  https://www.youtube.com/watch?v=4TuYRcIbjxk


 Em nossa Pesquisa também lembraram dos Shows organizados pelo TUQUINHA, com inúmeros artistas Gays, fazendo performances  de altíssimo nível.

Festivais de música e de poesia tinham espaço no ginásio o mesmo do Futebol de Salão, do Handball, do voley, do Basquete, do Judô, das aulas de dança Jazz e Contemporanea, com a Professora Dill Costa. lembrada por muitos . 

Veja a jornada da Dill posteriormente.

Intérprete de Candelária, Dill Costa lembra Malhação e fala da vida longe do Brasil | RD1 https://share.google/MthE6KKb04qKgqWwg


Aqui alguns dos depoimentos colhidos com vários ex-frequentadores:

Agradecemos com muito o carinho de todos que enviaram suas respostas, com as quais foi fundamental para a conclusão desta matéria. Muitas pessoas devem ter inúmeras historias, seria impossível colocar todas aqui.




Festival de Música no Grêmio em 1975.


E a música imitando os grandes festivais da televisão, também teve espaço no clube.

Nosso amigo Elias Lins, nos brinda com uma musica que apresentou de sua autoria, com letra e o registro fonográfico feito ao vivo na sua apresentação em 1975.

Elias Lins 
Festival de música 1975.
foto de Wagner Chagas que foi Jurado.

A luz 

A LUZ (Autor: Elias Lins)
Interpretes: Elias Lins & Antônio Rosa
Acompanhamento: Banda “SOM 7”

No peito há maldade
Na trilha, no chão
Há trevas, confronto
Procuro a razão
Destino nos passos
Eu tenho nos traços
O mundo, a visão.

Chegando ao final do ciclo vital
Estou sentindo
Chegando ao final do ciclo vital
Estou caindo
Chegando ao final do ciclo vital
Estou morrendo
Chegando ao final do ciclo vital
A LUZ – A LUZ 
A mística, a verdade
Me cura a ferida
Em contradição
As trevas da vida
No peito há bondade
Vencendo a maldade
O mundo, a visão.
Cruzando o final do ciclo vital
Estou sentindo
Cruzando o final do ciclo vital
Estou me erguendo
Cruzando o final do ciclo vital
Estou nascendo
Cruzando o final do ciclo vital

(ouça aqui)



Amizades, nasceram, romances se iniciaram e muita saudade ficou, mas ficou a certeza de terem curtido uma adolescência incrível.

Algumas carteiras que recebemos.



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E O FUTURO?

E o futuro do Grêmio? alguns perguntaram o Clube vai voltar?

Não sei, acho difícil, pois outros iguais em vários bairros diferentes também não resistiram, hoje temos mais opções de lazer, mobilidade facilitada, também tem a violência que de certa forma nos deixa atrás das grades na própria casa.

 

Mas eu defendo uma sugestão enviada por nossa amiga e seguidora Flávia Silva (filha do Gugu e Leila) de que ali se transforme em um SESC, ou SESI mas com as portas abertas para a população. Ideia sensacional!

 Espero que os nossos representantes políticos se mobilizem em pôr em prática ou isso ou algo produtivo, o que não pode é uma estrutura ótima como aquela ficar abandonada bem no centro do bairro.      Que tal um debate com a população sobre o assunto?     

Por Luiz Fortes

 

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Uma previa ao documentário ainda em produção, para ser lançado na segunda quinzena de março de 2026.

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Esta pesquisa só foi possível, com a colaboração de muitos personagens, que se dispuseram a ceder depoimentos e fotos, documentos, etc. A memória local somente desta forma pode ser preservada.

 

Em ordem alfabética:  

Adelia Sophia Olivia – Afonso Celso de Paula –  Alberto Carlos – Alvimar Hernandez Andreia Bastinhos - Arnaldo Gomes Freitas - Benevenuto Rovere - Carla Simone Lucas - Catia Cilene - Cezar Augusto - Claudia Castellano - Claudia Cristina - Daniela Marcondes - Denise  Mihessem - Denise Bruna Espinosa - Dylson Pontes - Elaine Vital Reis - Elizabeth Carlos - Elizete Villanova - Elias Lins - Flávia de Souza e Silva - Flavia Madeira de Araujo - Gisele Gottqtroy - Haydee Miranda -  - Heleno Getulio – Iceri Ferreira da Silva - Isaac da Silva - Ivan Mihesem - Jades Léo - Jorge Torres - José Armando Vargas Silveira - José Carlos Dabdab – Leila Mihessem - Leila dos Santos Souza da Silva – Jovino Santos Neto - Leila Mihessem – Lucia Monteiro -   Lucia Pinudo Ferreira - Luiz AlbertoLopes - Luiz Albino dos Santos - Luiz Antonio Villela Teixeira - Luiz Carlos Bastos Fortes - Luiz Cesar Monteiro de Araújo - Manoel Gomes- Marcelo Ferreira Vaz - Marcia Regina Gottqtroy - Marcia Simões - Marcia Viana - Marcos de Moraes - Maria da Graça

Souto Moreira - Maria do Carmo de Figueiredo Verissimo - Mario  Antonio Gomes Maia – Mauricio Mihessem - Maximiano Ribeiro da Cruz - Messias de Souza Pinto - Miguel Lyra Quitete - Monica França - Paulo Mauricio - Paulo Moraes de Lima - Raulino Machado - Robson de Oliveira - Rodrigo Tavares -Rosana Alves – Rose Camacho - Sergio Lopes da Costa - Solane de souza Silva - Sonia Dalmoneki - Sonia Maria da Silva - Sulamita Souza Vaz - Valeria Borges Saraiça - Vania Silva - Wagner Chagas - Wagner F. Cordeiro - Wagner Passos - Wanderlea de Almeida - Wladimir Lima Soares




ESTA POSTAGEM TEVE O OFERECIMENTO CULTURAL DE  AÇOUGUE AMA.
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obs:  Essa postagem é uma homenagem póstuma a: Luiz Augusto (Gugu) , José Russo, e Júlio Cesar (Pinguim)

sábado, 6 de dezembro de 2025

Escola Militar do Realengo: Imagens do fundo do baú

Imagens do fundo do baú 

Encontramos este vídeo de 1940 da Escola Militar do Realengo.
De como se dava os preparativos para serem aceitos na Academia dos Cadetes.

Um pedacinho da história de Realengo e do Exército. Algumas das edificações exibidas no vídeo já não mais existem. Outras ainda estão por lá do mesmo jeito. 


https://youtu.be/SPyiHsezXiY?si=ZxutqFj2TeElj6wW


fonte: Canal do Youtube - Arquivo Naconalista 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Um novo livro aborda a origem de Realengo. Fazenda Piraquara

 Um novo livro aborda a origem de Realengo. Fazenda Piraquara


Bem antes do quartel, antes da linha férrea, antes da chegada do Padre Miguel, antes mesmo da “Fundação de Realengo”, uma grande fazenda foi gradativamente loteada e parte dela é comprada por Manoel Fernandes Barata.

 



Ainda no período colonial, se dá as pesquisas do Professor Vinicius Miranda Cardoso, Doutor em História Social que vem nos presentear com este tesouro que todo os colégios da região deveriam ter em suas bibliotecas, para que as novas gerações conheçam os primórdios de Realengo.

Num trecho do prefácio, o também pesquisador e escritor Paulo  Vitor Braga da Silva  escreve: “O objeto da presente obra aborda uma pequena, mas preciosa fatia de sua vasta pesquisa sobre o Brasil colonial na relegada Zona Oeste do Rio de Janeiro”.



Ouvimos o autor prof. Vinicius a respeito de detalhes de sua obra.


O vídeo desta entrevista se encontra no nosso canal do YouTube. @ProRealengo

Pró-Realengo: Porque escolheu Realengo para ser tema do livro?

Autor: Principalmente por conta que os meus alunos de Realengo, conhecerem a Cachoeira do Barata e era um tema que despertava o interesse deles em sala de aula;



Pró-Realengo
: Houve dificuldade de encontrar estes documentos em suas pesquisas?

Autor: Sim, mas a tecnologia tem ajudado muito, pois muitas instituições estão digitalizando seus arquivos e facilitando em muito o trabalho dos pesquisadores.

Pró-Realengo: Qual o período de tempo que o livro abrange: Colonial, Imperial ou de transição para o moderno Realengo?

Autor: O período Colonial é o que este volume retrata principalmente a parte social.

Pró-Realengo: Sendo um jovem escritor, qual foi o maior desafio ao transformar uma pesquisa histórica tão densa em uma narrativa acessível e interessante?

Autor: O principal desafio é tornar a leitura de fácil acesso a todos.

 

COMO COMPRAR O LIVRO?

A venda  será feita diretamente pelo autor, tendo o Blog Pro-Realengo como colaborador na divulgação e entregas dentro do bairro de Realengo. 

      Os interessados preencham os dados deste formulário abaixo.

                        Encomende seu livro    neste link.

E


O autor entrará em contato, confirmará a venda e marcará a data da entrega. Pois a primeira tiragem já se esgotou.


Veja a entrevista completa no vídeo abaixo.

 


também publicado no Blog Pro Realengo



terça-feira, 5 de março de 2024

A FÁBRICA DE REALENGO por Luiz Orlando de Almeida

 

foto cedida por Zé Russo (em memoria)
Hoje vamos resgatar detalhes de como eram ocupados os espaços da antiga Fabrica de cartuchos, que atualmente abriga, o condomínio Parque Real, O Colégio Pedro II, o IFRJ e agora o Parque de Realengo Suzana Naspolini.

A FÁBRICA  DE REALENGO

  (por Luiz Orlando de Almeida)

           

Luiz Orlando - foto Luiz Fortes
O antigo Ministério do Exército tinha no seu organograma, vários Departamentos que dirigiam um grande número de Diretorias. A Diretoria de Fabricação e Recuperação tinha sob a sua subordinação várias Fábricas e Arsenais para cumprirem a tarefa de fabricar e recuperar o Material Bélico do Exército. Dentre as Fábricas havia a muito importante e famosa Fabrica de Realengo.
foto Luiz Fortes

 



 A Fabrica de Realengo tinha   a tarefa de fabricar munição  de infantaria,   para todo o  Exército Brasileiro, a chamada  munição para o  armamento   leve, (fuzil, metralhadora, etc.)

 Iniciou suas atividades com sede em Campinho, Cascadura, e mais tarde   foi transferida para Realengo. Depois de estabelecida em nosso bairro,   ocupou algumas das instalações da Antiga Escola Militar de Realengo,   que haviam ficado desocupadas em virtude da transferência da Escola   Militar para Resende quando se transformou na Academia Militar das Agulhas Negras.

Iniciou com o nome de Fábrica de Cartuchos de Infantaria para mais tarde se tornar Fábrica de Realengo. Com um grande número de funcionários de ambos os sexos e de várias categorias, ocupava quatro grandes áreas onde realizava suas atividades. As áreas eram assim denominadas.


foto Luiz Fortes

Área 1, na Rua Bernardo de Vasconcelos, destinava-se mais a parte administrativa, com o gabinete do Diretor, dos chefes dos Departamentos Técnico e Administrativo, as chefias de vários Serviços e também Tesouraria, Almoxarifado, posto Médico etc. nesta área estavam instaladas as antigas oficinas de munição .30 e 7mm, que depois da segunda grande guerra mundial os armamentos que susavam esse tipo de munição foram caindo em desuso. Havia, também, um Armazém Reembolsável e uma padaria que funcionavam nessa área para atendimento aos funcionários.

Luiz Orlando - foto Luiz Fortes
Área 2, na Avenida Santa Cruz, destinava-se a parte social. Nesta área tínhamos o Serviço de Transportes, a Escola Maternal e a Escola de Aprendizagem Industrial que se destinavam aos filhos dos funcionários, o Serviço Social e um grande Refeitório onde todos os funcionários faziam duas refeições diárias: Tomavam o café da manhã e o almoço, um campo para prática de esportes e duas quadras para futebol de salão, voley e basquete.


Área 3, na Rua Oliveira Braga (atual prof. Carlos Wenceslau) era destinada diretamente à produção industrial da fábrica. Várias oficinas formavam essa  grande área. As duas maiores e de Grande importância eram as que fabricavam munições dos calibres 7,62 e o .

foto Luiz Fortes
foto Luiz Fortes
 50 das quais a Fábrica era especialista em todo os Exército Brasileiro. Além das munições acima citadas, havia a fabricação e o carregamento das cápsulas para essas munições e o carregamento de alguns tipos de granadas, cujos corpos eram fabricados na antiga Fábrica do Andaraí. Essa área, a mais extensa das quatro existentes, além do que foi dito acima havia também uma moderna Casa Balística, onde eram feitas as provas para verificação da eficácia da munição produzida, uma grande granja para atendimento dos funcionários, uma seção de desmancho de munição refugada ou que havia perdido a validade para uso e o contingente Especial com um grupo de , sargentos cabos e soldados que eram escalados para a guarda das quatro áreas da fábrica.

Área 4,  na rua Princesa Imperial. Esta um pouco afastada, se localizava no outro lado da linha férrea da estação de Realengo (lado norte), continha vários Paióis e se destinava ao armazenamento de munições e explosivos.

Pela década de oitenta, foi criada a IMBEL, (Indústria de Material Bélico) uma empresa particular, da qual o Exército era um dos acionistas e fiscalizava a produção do quere era fabricado. Todas as fábricas militares passam a pertencer a IMBEL. Depois de vários estudos, as comissões criadas para esse fim verificaram que não era vantajosa a continuação das atividades em algumas Fábricas sendo incluída nesse grupo a fábrica de Realengo. Em consequência a F.R. foi desativada. Os seus funcionários, militares e civis, foram transferidos para outras Organizações Militares do Exército e as áreas com os imóveis tiveram vários destinos. Podemos dizer que a desativação da F.R. deixou muitas saudades aos seus antigos funcionários e também a todo o povo de Realengo que a tinha com muito orgulho e era uma grande tradição no nosso bairro.

Fonte dessa consulta: Capitão R1 Luiz Orlando de Almeida

Histórico: Em 1951, com 14 anos entrou na Escola de aprendizagem Industrial, em 1953, concluiu o curso de Mecânica Industrial da EsAI, em 1954 iniciou suas atividades como funcionários civil da F.R., em 1957, após concurso foi promovido à graduação de #º Sargento do Quadro de Material Bélico, em 1982, já como oficial, e com a desativação da F.R. foi transferido para outra Unidade Militar.

(Solicitamos que além das redes sociais, deixem aqui também seus comentários)

Aqui um depoimento em vídeo, que tive o prazer de registrar com os ex-funcionários da FR. 

Luiz Orlando e Maria Inês. onde relatam como era o cotidiano da fabrica. 



 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Ao mestre com carinho.

Ao mestre com carinho.
Até breve Dulcelino Silva (Prof. Dudu) 12/07/1951* - 31/10/2023+

"Meu amigo partiu, mas continua onde sempre esteve no lado esquerdo do peito."

Dudu, orgulho dos pais: um homen educado, estudioso, oriundo da comunidade Vila Vintém.
Se enfrentou preconceito? Claro, pois afro descendente com formação universitária nos anos 70 era raro, muitos torciam o nariz para um professor de artes, de inglês, de música. 
Era compositor, arranjador, diretor de teatro...ufa. ele era o cara.
Um cara que transpirava arte e tinha o dom de lapidar novos talentos. Conheci ele tocando órgão na igreja. Nsa. da Conceição em Realengo..que beleza, depois virou meu cliente na loja de discos, comprava principalmente MPB, mas só a nata (como ele falava).
Confesso que quem me apresentou Cartola e Nelson Cavaquinho no fim dos anos 70, foi ele.
De tanto conversarmos sobre música eu já sabia o seu gosto musical, aos poucos virou amigo, minha mãe virou "Tia"...meu pai ganhou até uma composição dele.
Me incentivava a estudar, dizia que eu me e daria bem no inglês. Um tempo depois ele montou um grupo de Teatro amador, chamou alguns membros da igreja do grupo Jovem e alguns alunos seus do Colégio Gissoni e me convocou pra fazer a sonoplastia.
Chamava se Grupo S.I.M (Som Imagem e Movimento). Aí a amizade se consolidou e ainda trouxe um monte de outros amigos junto.
Mas isso é um assunto para uma postagem.

Descanse em paz professor Dudu.
Grande Fila.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

No tempo de Padre Miguel

No tempo de Padre Miguel.
Por Luiz Orlando de Almeida

O blog História de Realengo que tem por missão resgatar e preservar a memória do Realengo, inaugura com este episódio uma nova fase.
Luiz Orlando
"História de Realengo em movimento"
Padre Miguel de Santa Maria Mochon
Em nosso primeiro vídeo, recebemos o morador Luiz Orlando de Almeida, que conviveu com Monsenhor de Santa Maria Mochon e nos conta  detalhes daquele tempo.









#realengo #padremiguel #historiaderealengo #historia #zonaoeste #igrejacatolica #paroquianossasenhoradaconceicao
#prorealengo

domingo, 15 de janeiro de 2023

Obrigado José Soares Ferreira o Zé Russo.

Obrigado José Soares Ferreira o Zé Russo. 

Sua missão na Terra chegou ao fim em 31/12/2022, mas sua estada entre nós foi marcante, pois ensinaste a muitos admiradores de música importantes detalhes.
Conheci Zé Russo, quando eu ainda era adolescente, ele tinha um comércio em Realengo, onde além de consertos eletrônicos vendia discos. *Jettor Eletrônica* eu trabalhava em outra loja de discos a Top-Som Foto discos e os donos Tião e Mauro (na foto) e ele, eram amigos e eu ficava intrigado com aquele homem de grande estatura e porte forte lembrando mesmo um europeu (seria essa a origem do apelido?) .
Pois o Zé apesar desse porte físico, era calmo falava pausado, sem pressa e tinha muito sendo de humor, contava algumas piadas e era sincero..."olha essa marca de som é uma porcaria quer mesmo consertar?"
"Esse disco é péssimo, esse cara não canta nada!" ...ah, ah, ah... só devia falar isso para os amigos, pois do contrário espantaria sua clientela.
O Zé Russo foi um dos grandes incentivadores da música instrumental em Realengo pois tinha contato com diversos músicos que vinham a seu convite tocar de graça no Grêmio de Realengo, nas Segundas instrumentais, conheci vários músicos (como por exemplo o baterista Luiz Carlos (na foto) e Jamil Joanes baixista da Banda Black Rio que vi muitas vezes tocarem aqui em Realengo), ou Robertinho Silva, filho de Bangu e de renome internacional. Lembro que o cantor Carlos Dafé, ao lançar seu primeiro disco pela Warner, convidou-o a ouvir em primeira mão e o Zé me arrastou junto pra Irajá (boas lembranças).
As segundas e depois terças instrumentais tinham o apoio do Beto e Gugu, com quem fui várias vezes ouvir música no grande salão do Zé, lá tinha no mínimo oito caixas de som, aparelhos diversos interligados, gostava de gravar os discos em fitas de rolo, pois a qualidade era bem superior. 
E tinha um detalhe marcante, ele sempre pedia pra sentarmos numa poltrona estrategicamente colocada no centro da sala. Ele explicava que ali era onde você teria a audição de todo o som e sim.. ele estava correto, uma sensação incrível. 
Me ensinou a dar valor ao silêncio aos mínimos detalhes da música, aos instrumentos que não ficam em primeiro plano...ou seja ouvir música pra mim seria como AZ/DZ, (antes e depois) das dicas do Zé Russo.
Lembro que era bem família, volta e meia falava ao telefone com as filhas que já tinham crescido e tinha o maior orgulho delas.
Obrigado por tudo Zé, descanse em paz.

Na foto: Zé Russo, Tiãozinho, Mauro, Luiz Carlos (batera) e eu Luiz (sentado), em uma das muitas audições em sua casa..

Complemento: Se os familiares por um acaso escrevessem em sua lápide: Aqui Jazz... Faria todo o sentido.
 

Palestra 207 anos de Realengo


Venho aqui em público agradecer aos profissionais de educação da Escola Estadual  Carlos Maul a
Diretora Adjunta, Rosanea, a
Coordenadora pedagógica, Flávia ao
Prof João Carlos, que na semana que Realengo comemorou 207 anos, me honraram com o convite para falar um pouco da história de Realengo e de alguns detalhes ligados ao bairro,  fruto de muitas pesquisas e informações recebidas e que estão publicadas no blog História de Realengo criado por mim, após perceber a dificuldade de encontrar material sobre nossa história.
Nesta palestra mostrei livros onde consta fragmentos de nosso passado, livros escritos por realenguenses, mostrei diversas fotos de locais marcantes e de detalhes que no dia a dia passam despercebidos ao nosso olhar.
Pais, alunos e professores ficaram espantados com tantos detalhes mostrados.
E acreditem, nem um terço foi mostrado pois a História de Realengo é riquíssima e isso provocou em mim um desejo de produzir pequenos filmes documentários e registrar o máximo possível deste material. Aguardem !

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Praça Copa 70 (Um monumento em Realengo homenageia a campanha da seleção de futebol tricampeã)

 

Praça Copa 70 (Um monumento em Realengo homenageia a campanha da seleção de futebol tricampeã)

Taça Jules Rimet

“90 milhões em ação, pra frente Brasil....Salve a Seleção!”

Quando conquistamos em definitivo a Taça Jules Rimet

Esse era o refrão da música que embalava as partidas memoráveis que assistimos no ano de 1970, durante o Campeonato Mundial de Futebol Organizado pela FIFA.

A canção foi composta pelo Miguel Gustavo (letra) e (musica) do trombonista Banguense Raul de Souza. 

A canção, nascida em tempos difíceis do regime militar e até bastante ufanista, foi a primeira composição em língua portuguesa admitida pela FIFA como hino oficial do Mundial. Segundo Raul de Souza em entrevista ao Jornal do Brasil em 2002, o hino foi gravado em um estúdio com orquestra da Rádio Globo e sua origem foi um concurso com premiação de dez mil cruzeiros organizado por várias empresas entre elas a própria emissora. 

A homenagem em Realengo.

fotos Luiz Fortes Monumento Copa 70
E por iniciativa dos moradores da rua Nereu Sampaio (Barata-Realengo), através de um abaixo assinado, como nos relatou o Sr. Edson Ribeiro dos Santos, conhecido como Papico. Moradordo Residencial Copa 70 nós encontramos um monumento em homenagem a conquista do Tricampeonato mundial de Futebol.
reprodução
detalhe do monumento
Pro-Realengo: Como se deu a criação deste monumento?

Papico: Isso foi fruto de um requerimento, feito por uma Srª. Neide (já falecida), todos os moradores assinaram e ela encaminhou para a 17ª RA em Bangu e prontamente aprovado e construiu-se esta homenagem.

Parte traseira do Monumento
Segundo ele os Moradores sempre gostaram, sempre aprovaram inclusive depois que colocamos um portão na rua que é sem saída, passamos a chamar de residencial “ COPA 70”, mas este nome sempre foi uma referência.

monumento e ao fundo Jesus Vem e Pedra do Osso

fotos Luiz Fortes ao fundo a Pedra da Fenda



reprodução Google Stret

O Sr.Edson/Papico só lamenta o abandono do poder público pelo local, inclusive quando chove não tem escoamento da águas causando grandes prejuízos aos moradores.

Saudades das reuniões de festas juninas, e outras comemorações coletivas, mas a pandemia esfriou isso tudo, uma pena.

Monumento e o Pico da Pedra Branca

nas fotos vemos vários pontos de referencia de Realengo, um local realemtne privilegiado.

Participe nos comentários...você conhecia esta homenagem?


Saiba mais sobre como foi a campanha da seleção no Wikipédia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_na_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1970


sábado, 9 de outubro de 2021

Meu Avô Construtor - Poeta dos Tijolos

 Nos noventa anos do Cristo Redentor, resgatamos a historia de um morador de Realengo, que ajudou a construir esta maravilha mundialmente famosa.

Meu Avô Construtor - Poeta dos Tijolos

Reprodução do Cristo durante a construção


Meu avô Joaquim esteve aqui. Não como um turista português, em cruzeiro pelo Brasil, mas como pedreiro e construtor de chaminés.

 

Todos já devem ter visto espalhadas por todo o mundo, chaminés de tijolos maciços, verdadeiras obras de arte, que erguem-se a altitudes de tirar o fôlego...



Pois meu avô Joaquim era construtor de chaminés.

Algumas erguem-se em tamanha imponência e graciosidade que são poupadas da demolição de uma fábrica fechada. Eternizam-se solitárias. Monumentos do testemunho da capacidade do homem.

Meu avô Joaquim era praticamente analfabeto. Ele era construtor de chaminés.

Aqui na construção da Escola Nicaraguá



Joaquim "Bigode" (O segundo a partir da esquerda), viveu e morreu simples e pobre, mas não sem antes deixar de construir seu mais famoso monumento. O Cristo Redentor!


  Meu avô Joaquim era pedreiro e       praticamente analfabeto. Ele foi   construtor de maravilhas.

 Todos! Absolutamente todos, temos   alguma importância para a história de   nosso País.  Só depende de nós!!

Marcos Santos

Rio de Janeiro

Marcos Santos4 de outubro de 2011 07:36

Joaquim dos Santos
 (em comentário aqui neste blog sobre a contribuição financeira para construir o Monumento.)

Apenas para engrossar essa informação, meu avô Joaquim dos  Santos, conhecido como Joaquim Bigode, construtor de chaminés, pai  de minha tia Hilda, trabalhou como operário na construção do Cristo.  Infelizmente não temos registros documentais desse fato, apenas  histórias que nossa tia Preciosa, filha mais velha de meu avô, contava  para seus filhos.

 

Esta matéria foi originalmente postada no blog Boca Diurna, do neto do Sr. Joaquim.

http://bocadiurna.blogspot.com/2007/11/meu-av-construtor.html?q=redentor